Hei de vencer

Quando eu era criança, minha mãe me deu um quadrinho de madeira, bem brega, com as seguintes palavras “HEI DE VENCER”. Guardei, com muito carinho, em uma gaveta do meu guarda-roupa porque que meu pai não deixava a gente pregar quadros na parede.

Quando minha mãe morreu, o quadro de madeira desapareceu. Os anos passaram, mudamos de casa várias vezes. “Se perdeu na mudança de casa”, – pensei. Casei, tive uma filha, fiquei viúvo assim como meu pai. Esqueci do quadrinho brega, mas não de suas palavras “HEI DE VENCER”.

Um dia desses fui visitar meu pai. Entrei em seu quarto, olhei para uma mesinha ao lado da sua cama e lá estava o quadro de madeira.

O quadrinho brega e feio, mas repleto de significado, que me ajudou a ser uma pessoa resiliente, parece que teve alguma importância também para meu pai.

HEI DE VENCER!

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